Exportações de vinhos brasileiros crescem 37% em volume no primeiro semestre de 2017

 

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A partir de agosto, 10 novas vinícolas passarão por qualificação para atuar no mercado internacional, somando 40 empresas integrantes do Wines of Brasil

Exportações _Crédito Ivan Almeida

O ingresso de 10 novas vinícolas no projeto Wines of Brasil entre abril e agosto desse ano, ampliando o grupo para 40 empresas, deve ajudar a fortalecer o desempenho das exportações do setor. O primeiro semestre de 2017 registrou desempenho positivo de 37% em volume e 24% em valor nas vendas de vinhos e espumantes para o mercado externo, na comparação com o mesmo período do ano anterior. No total, foram exportados 1,14 milhão de litros, contabilizando US$ 2,74 milhões. Realizado em parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Wines of Brasil atua na promoção dos vinhos brasileiros no mercado internacional, e as empresas associadas ao projeto respondem por 90% das exportações da bebida.

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Dirceu Scottá, presidente IBRAVIN

“São números a serem comemorados, mesmo representando um percentual pequeno da produção nacional, pois mostram a maturidade do setor e, principalmente, a qualidade de nossos produtos. Estamos exportando para países bastante concorridos no mercado internacional, que recebem vinhos do mundo todo e estamos, aos poucos, ampliando nosso espaço”, observa o presidente do Ibravin, Dirceu Scottá.

Paraguai, Estados Unidos, Japão, China e Reino Unido lideram o ranking dos destinos dos rótulos verde-amarelos composto, no período, por 31 países.

Os espumantes foram o grande destaque no período. Apesar de representarem cerca de 18% do faturamento total das exportações, a categoria obteve um incremento de 84% no valor comercializado. Esse resultado se deve à venda de rótulos de categoria superior para alguns destinos como Estados Unidos, China e Japão.

O bom desempenho obtido nos últimos anos tem despertado o interesse de empresas pela exportação. Por isso, o ingresso das novas vinícolas no Wines of Brasil marca a edição 2017 do Programa Primeira Exportação (PPE), que oferece qualificação para atuação no mercado internacional. Serão realizados workshops sobre formação de preços, logística e tendências internacionais em produtos.

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Diego Bertolini

“O foco do PPE é fornecer orientações antes das empresas irem para o Exterior, além de dar suporte às vinícolas no mercado internacional. E, como no mercado Externo precisamos atuar como bloco para marcar uma presença mais forte nos pontos de venda, o ingresso de novas empresas dará mais corpo ao Wines ”, explica o gerente de promoção do Ibravin, Diego Bertolini.

Os novos participantes são de três diferentes estados: Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

Para Samuel Santini, supervisor administrativo de uma vinícola de Caxias do Sul (RS), o que motivou a empresa a se associar ao projeto foi a troca de informações e a possibilidade de crescimento: “Estar no meio, buscar conhecimento para posicionar a vinícola no mercado internacional e crescer com foco e qualidade. No Wines, a gente tem contato com empresas que estão trabalhando fora do país  e temos a possibilidade de buscar referências internacionais para desenvolver a empresa de forma geral”.

Exportações brasileira de vinhos*

  2016 2017 % 2017/2016
  Volume Valor Volume Valor Volume Valor
Vinhos 765.864 1.947.472 1.055.249 2.255.359,00 37,8% 15,8%
Espumantes 69.651 265.571,00 88.601 488.779,00 27,2% 84%
Total 835.515 2.213.043,00 1.143.850 2.744.138,00 36,9% 24%

*Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – AliceWeb

Principais destinos das exportações brasileira de vinhos e espumantes:

1º Paraguai

2º Estados Unidos

3º Japão

4º China

5º Reino Unido

6º Cuba

7º Chile

8º Angola

9º Uruguai

10º Bolívia

11º Suriname

12º Suíça

13º Bélgica

14º França

15º Alemanha

Confira as 40 vinícolas integrantes do Wines of Brasil   

Aracuri Vinhos Finos – Vacaria (RS)*
Batalha Vinhas e Vinhos – Candiota (RS)*
Bueno Wines – São Paulo (SP)*
Casa Madeira – Bento Gonçalves (RS)
Casa Perini – Farroupilha (RS)
Casa Venturini Vinhos e Espumantes – Flores da Cunha (RS)*
Cave Geisse – Bento Gonçalves (RS)
Cooperativa Nova Aliança – Flores da Cunha (RS)
Cooperativa Vinícola Garibaldi – Garibaldi (RS)
Domno do Brasil – Garibaldi (RS)
Don Giovanni – Bento Gonçalves (RS)
Don Guerino Vinhos e Espumantes – Alto Feliz (RS)
Dunamis Vinhos e Vinhedos – Dom Pedrito (RS)*

Famiglia Valduga – Bento Gonçalves (RS)
Família Fardo Vinícola – Quatro Barras (PR)*
Fante Vinhos, Sucos e Destilados – Flores da Cunha (RS)
Laurentia Vinhedos do Brasil – Porto Alegre (RS)
Lidio Carraro Vinícola Boutique – Bento Gonçalves (RS)
Maison Forestier – Bento Gonçalves (RS)
Miolo Wine Group – Bento Gonçalves (RS)
Monte Paschoal – Farroupilha (RS)
Pizzato Vinhas e Vinhos – Bento Gonçalves (RS)
Sanjo – Cooperativa Agrícola de São Joaquim – São Joaquim (SC)
Viapiana Vinhos e Vinhedos – Flores da Cunha (RS)
Villa Francioni – São Joaquim (SC)
Vinhedos Capoani – Bento Gonçalves (RS)*
Vinhos Canção – Flores da Cunha (RS)
Vinhos Cristófoli – Bento Gonçalves (RS)*
Vinícola Arbugeri – Caxias do Sul (RS)
Vinícola Aurora – Bento Gonçalves (RS)
Vinícola Campestre – Vacaria (RS)
Vinícola Campos de Cima – Itaqui (RS)
Vinícola Don Affonso – Caxias do Sul (RS)
Vinícola Góes – São Roque (SP)
Vinícola Hermann – Blumenau (SC)
Vinícola Mioranza – Flores da Cunha (RS)
Vinícola Peterlongo – Garibaldi (RS)
Vinícola Salton – Bento Gonçalves (RS)
Vinícola Santa Augusta – Videira (SC)
Vinícola Santini – Caxias do Sul (RS)*

* Novos integrantes do Wines of Brasil

 Edição: Su Maestri

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FOTO
Legenda: 
Foram exportados 1,14 milhão de litros de vinhos e espumantes brasileiros neste primeiro semestre            
Crédito: 
Ivan Almeida

Maximo Boschi será a estrela do jantar harmonizado na Word Wine Bsb. Vinho Capital

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No próximo dia 15 de agosto (terça-feira), às 20 horas, será realizado no World Wine Bar (410 Sul) jantar harmonizado com vinhos da vinícola brasileira Maximo Boschi. Na ocasião, estará presente o enólogo e proprietário da vinícola Renato Savaris que fará a apresentação dos rótulos. O valor do jantar será de R$100,00 por pessoa.

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O espumante Maximo Boschi Brut Rosé será servido para recepcionar os convidados. Em seguida, de entrada, serão servidas empanadas acompanhadas com o espumante Maximo Boschi Tradizionale Brut e o vinho branco Maximo Boschi Biografia Chardonnay. O prato principal será o arroz de cordeiro, que virá escoltado pelos vinhos Maximo Boschi Cabernet Sauvignon e Maximo Boschi Merlot. De sobremesa, cheese cake
de chocolate com vinho Porto Ruby.

Sobre a Maximo Boschi

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Instalada na Serra Gaúcha/RS, tem a missão de oferecer vinhos e produtos gourmet para clientes com paladar exigente. Seus produtos são elaborados aliando a tradição à tecnologia. Possui vinhedos próprios no Vale dos Vinhedos e trabalha com uma pequena produção, de aproximadamente 15 mil garrafas por ano. Seus vinhos e espumantes já receberam diversas premiações. Renato Savaris é o enólogo da vinícola e um dos idealizadores da marca Maximo Boschi.

Serviço
World Wine Bar
SCLS 410 Bloco C loja 34 – Brasília/DF
Telefone: (61) 3256-6168 – Horário de funcionamento: das 18h às 00h, de terça a sábado

Edição: Su Maestri

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Brasil expõe 28 novos rótulos na Cité du Vin em Bordeaux, considerado o maior parque temático de vinhos do mundo       

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Inaugurado há um ano, La Cité du Vin, em Bordeaux, na França, proporciona experiências culturais e sensoriais aos visitantes. Nos primeiros 12 meses de atuação, mais de 400 mil pessoas passaram pelo local.

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Imagine um espaço com mais de 13 mil m², projetado em um prédio com design inspirado em um decanter, dedicado exclusivamente ao universo do vinho. Há um ano, o centro cultural La Cité du Vin (A Cidade do Vinho, em português), em Bordeaux, na França, possibilita que os amantes da bebida de Baco conheçam mais sobre os principais produtores mundiais. E, desde sua inauguração, em junho de 2016, os rótulos verde-amarelos estão sob os holofotes no espaço.

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Neste período, 425 mil visitantes de 150 nacionalidades passaram pelo local e puderam conferir 15 produtos de 14 vinícolas brasileiras. Com um rodízio de rótulos a cada ano, novas opções de 12 empresas gaúchas chegarão até o início do mês de julho para se somar ao portfólio do que é considerado o maior parque temático de vinhos do mundo. A participação brasileira é viabilizada pelo projeto setorial Wines of Brasil, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Aurora, Campos de Cima, Casa Perini, Casa Valduga, Domno, Don Giovanni, Lidio Carraro, Miolo Wine Group, Mioranza, Nova Aliança, Peterlongo e Salton enviaram 504 garrafas de 28 rótulos para serem degustados. A expectativa é que até junho de 2018 outras 450 mil pessoas visitem o local.

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“La Cité du Vin foca na história mundial do vinho e proporciona aos visitantes experiências sensoriais com os produtos. A representatividade do Brasil no espaço o coloca em uma importante vitrine, ao lado de grandes países produtores.

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Inserimos a categoria no principal museu de vinhos do mundo”, comemora o gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini. “Neste ano dobramos o número de amostras, sendo que 70% dos produtos enviados foram de espumantes das vinícolas associados ao Wines of Brasil.

Utilizamos como estratégia a preferência por espumantes devido a aceitação do produto no mercado externo, constatado também no aumento das exportações da categoria, e as mais de mil medalhas conquistas em concursos internacionais”, completa o dirigente.

Em 2016, as comercializações de vinhos e espumantes no mercado externo cresceram 45% em valor e 43% em volume em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os principais destinos dos rótulos verde-amarelos foram Paraguai, Estados Unidos, Reino Unido, Colômbia, China, Holanda, Japão, Alemanha, Finlândia e Canadá.

Conheça os rótulos brasileiros que estarão no La Cité du Vin:

Aurora
– Aurora Reserva Merlot
– Aurora Moscatel Branco Espumante
– Aurora Procedências Pinot Noir Espumante

Campos de Cima
– Campos de Cima Brut

Casa Perini     
– Casa Perini Moscatel

Casa Valduga 
– Casa Valduga Brut 130
– Casa Valduga Raízes Cabernet Franc

Domno
– Ponto Nero Brut

Don Giovanni 
– Don Giovanni Ouro Extra Brut

Lidio Carraro 
– Lidio Carraro Agnus Merlot
– Lidio Carraro Agnus Cabernet Sauvignon
– Lidio Carraro Dádivas Chardonnay
– Lidio Carraro Faces do Brasil Pinot Noir Rosé
– Lidio Carraro Dádivas Brut
Miolo Wine Group    
– Miolo Cuvée Tradition Brut
– Miolo Lote 43

Mioranza
– RIOBRAVO Moscatel
– RIOBRAVO Brut

Nova Aliança 
– Nova Aliança Moscatel

Peterlongo
– Privillege Brut Rosé
– Presence Moscatel Rosé
– Presence Demi-Sec
– Armando Memória Tannat

Salton
– Salton Intenso Marselan
– Brazil Intenso Brut
– Salton Poética
– Salton Reserva Ouro
– Salton Paradoxo

Edição: Su Maestri

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FOTOS
Legenda 1:
 Projeto arquitetônico do prédio La Cité du Vin foi inspirado no design de um decanter
Legenda 2: Centro cultura francês conta com espaços temáticos, como sala de degustação, wine bar, biblioteca, auditório e simulador
Créditos: Anaka/La Cité du Vin, divulgação 

Brasil assume lugar de destaque no cenário internacional do enoturismo     

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A representante do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Ivane Fávero, é a nova presidente da Associação Internacional de Enoturismo (Aenotur)       

Os destinos do chamado turismo do vinho das principais regiões do mundo serão conduzidos por uma brasileira. A mestre em turismo Ivane Fávero foi eleita presidente da Associação Internacional de Enoturismo (Aenotur) e, nos próximos dois anos, estará à frente da entidade como representante do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), ao lado de uma diretoria com membros de países como França, Argentina, Espanha, Uruguai Portugal e Itália. A confirmação ocorreu na última sexta-feira (23), durante o Congresso Europeu de Enoturismo e Assembleia da Aenotur, realizados em Torgiano, na região de Umbria, na Itália.

A ex-secretária de turismo de Bento Gonçalves e Garibaldi ocupava a vice-presidência para a América Latina da entidade e passa a desempenhar o mais alto cargo do enoturismo mundial. “Temos um longo trabalho pela frente no sentido de provermos em conjunto todos os destinos enoturísticos. O objetivo principal da criação da Aenotur é termos uma plataforma única para divulgar esses destinos e o Brasil está inserido neste contexto”, adianta Ivane.

Ivane lembra que a entidade surgiu em 2014 como resultado do Congresso Latino Americano de Enoturismo, após reuniões com representantes de Portugal e Espanha. “O fato do Brasil estar na presidência da Aenotur nos coloca definitivamente no mapa do enoturismo mundial. Podemos dizer que já somos referência de qualidade na oferta enoturística mundial”, afirma. A nova presidente informa que entre os principais objetivos é qualificar cada vez mais os produtos enoturísticos e ampliar o número de associados. “Me sinto honrada, agradecida pela escolha de todos os membros associados na assembleia, mas também sinto a responsabilidade deste cargo perante o Brasil e os principais destinos enoturísticos do mundo. Precisamos fortalecer cada vez mais este importante segmento que tanto contribui com o desenvolvimento territorial”, acrescenta.

Para o diretor de Relações Institucionais do Ibravin, Carlos Paviani, a eleição de Ivane no cargo de presidente da Aenotur deverá alavancar ainda mais a atividade no Brasil. De acordo com o último Censo Vinícola realizado no país, cerca de 30% das vinícolas tem projetos relacionados ao turismo de experiência. “O Ibravin acredita que investir no enoturismo é agregar valor à produção, atrair novos consumidores e fortalecer toda a cadeia produtiva vitivinícola”, sintetiza.  O dirigente lembra da trajetória de Ivane à frente das secretarias de turismo nos municípios da Serra Gaúcha e, agora, no recém-criado Comitê de Enoturismo do Ibravin, que a credenciam para o cargo.

A nova diretoria da Aenotur é formada pelo presidente da Rede Europeia de Cidades do Vinho (Recevin), José Calixto, na vice-presidência, e pelo representante da Associação dos Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), Jose Arruda, como secretário geral. Também integram a diretoria as prefeitas das cidades espanholas de Alcázar de San Juan e Cambados, Rosa Melchor e Fátima Abal, respectivamente, o presidente da Iter Vitis France – ONG dedicada ao desenvolvimento do enoturismo na Europa –, Pierre Verdier, o prefeito da cidade portuguesa de Viana do Castelo, José Maria Costa, e o presidente de honra da Città Del Vino – organização que representa as cidades do vinho da Itália –, Paolo Benvenutti. Gonzalo Merino, dirigente da Bodegas Argentinas, e Wilson Torres Chavez, presidente da Associação de Turismo Enológico do Uruguai, representam a América Latina na Aenotur.

Quem é Ivane Fávero      

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Ivane Fávero possui graduação em Turismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1991); especialização em Gerenciamento do Desenvolvimento Turístico pela Universidade de Caxias do Sul (2000); mestrado em Turismo pela Universidade de Caxias do Sul (2004), MBA em Planejamento e Marketing do Turismo pela George Washington University (2009) e especialização em Gestão Pública Municipal pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2012). Foi presidente da Associação Nacional de Secretários e Dirigentes de Turismo (Anseditur), além de vice-presidente para a América Latina da Aenotur. Atua nas áreas de gestão do turismo, planejamento, políticas, turismo rural e turismo sustentável.

Edição: Su Maestri

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Crédito: Alexandra Ungaratto          

Ibravin e Embrapa apresentam dados da produção de uva no Rio Grande do Sul

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Na próxima segunda-feira, dia 24 de abril, a partir das 9h30min, a Embrapa Uva e Vinho e o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) apresentam o Cadastro Vitícola 2013-2015, no Auditório da Empresa de Pesquisa, em Bento Gonçalves (RS). A nova edição foi realizada pelas entidades promotoras, com o apoio da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi-RS) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

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O Cadastro Vitícola 2013-2015 é uma sistematização de informações dos vinhedos declaradas pelos viticultores do estado do Rio Grande do Sul. A edição apresenta, além de uma análise criteriosa sobre os dados cadastrais, mapas com a distribuição espacial dos vinhedos georreferenciados, informações históricas de dados e gráficos da viticultura gaúcha nos últimos 20 anos e os números detalhados de área das propriedades e dos vinhedos, cultivares por microrregião e por município e vinhedos por variedades.

A pesquisadora e coordenadora do Cadastro Vitícola, Loiva Maria Ribeiro de Mello, que irá fazer uma apresentação da edição no evento, antecipa que se constata uma mudança na viticultura no Estado, que está avançando para regiões mais planas, nas quais é possível a mecanização do cultivo. “A viticultura tradicional da Serra Gaúcha é essencialmente de agricultura familiar, instalada em pequenas propriedades de topografia acidentada. Agora, com o avanço do plantio na Serra do Sudeste, por exemplo, as propriedades possuem maior área de produção ”, destaca a pesquisadora.

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Dirceu Scottá, presidente da Ibravin

“O cadastro é fundamental para termos uma visão macro da produção de uvas no Estado, a fim de que as estratégias e políticas setoriais sejam assertivas. Essa realidade precisa ser monitorada permanentemente”, sinaliza o presidente do Ibravin, Dirceu Scottá. O dirigente também reforça a importância de implantação dessa ferramenta em todos os estados produtores de uva.

Desde o ano 2000, a coordenação técnica do Cadastro Vitícola é realizada pela Embrapa Uva e Vinho, por delegação do Mapa. O projeto é financiado pela Embrapa e pelo Ibravin, com recursos do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis) e conta com o apoio de outras instituições e entidades (sindicatos de produtores, Emater/RS e associações de produtores). Após o evento, o cadastro e todas as suas possibilidades de buscas a partir de filtros estabelecidos estarão disponíveis para consulta, impressão ou exportação na página da Embrapa Uva e Vinho (https://www.embrapa.br/uva-e-vinho/cadastro-viticola).

SERVIÇO

O que: Lançamento Cadastro Vitícola 2013/2015

Quando: 24 de abril de 2017, 9h30min

Onde: Auditório do Centro Técnico da Embrapa Uva e Vinho (Rua Livramento, 515), em Bento Gonçalves (RS)

Edição: Su Maestri

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Legenda:
Mudanças na viticultura gaúcha, como o avanço de produção em regiões mais planas, a exemplo da Serra do Sudeste, serão apresentadas segunda-feira na Embrapa Uva e Vinho

Crédito: Silvia Tonon

 

 

Vinho brasileiro foi a grande estrela do MasterChef na primeira prova externa

Érick Jacquin, Paola Carosella e Henrique Fogaça - Crédito Camila Ruzzarin, Ibravin.JPGEpisódio gravado na Serra Gaúcha teve como mote a harmonização de pratos com três rótulos verde-amarelos. Em passagem pela região, apresentadora e chefs-jurados do talent show elogiaram a produção nacional         

Um dos programas de entretenimento mais prestigiados e com maior índice de audiência da televisão brasileira mostrou na noite de ontem (4) a qualidade e a diversidade da vitivinicultura nacional. O MasterChef Brasil exibiu, pela Band, a primeira prova coletiva fora do estúdio desta quarta temporada. E o local não poderia ser mais apropriado para elaboração de um menu harmonizado: os vinhedos da Serra Gaúcha, região responsável por cerca de 90% da produção no país. A reprise no Discovery Home & Health, com reapresentação aconteceu ontem,  domingo (9), às 21h45min.

Time vermelho - Crédito Carlos Reinis, Band.jpgCom articulação do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o episódio gravado nos dias 4, 5 e 6 de março, levou aos municípios de Bento Gonçalves, Farroupilha e Pinto Bandeira os 20 competidores, os chefs-jurados Henrique Fogaça, Paola Carosella e Érick Jacquin, a apresentadora Ana Paula Padrão, além de ex-participante, diretores e equipe técnica do talent show, que, juntos, somavam aproximadamente 80 pessoas.

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Os chefs amadores tiveram como desafio o preparo de pratos que evocassem as culinárias italiana e alemã e que deveriam ser harmonizados com três rótulos verde-amarelos. Nos cardápios elaborados pelos times azul e vermelho para 80 convidados, o espumante Brut 130, da Casa Valduga, acompanhou a entrada; o vinho tinto Reserva Merlot, da Vinícola Aurora, o prato principal; e o espumante moscatel rosé Aquarela, da Casa Perini, a sobremesa. A trinca foi responsável por representar as regiões produtoras brasileiras e as mais de mil vinícolas existentes em todo território nacional. Atualmente, no país, cerca de 100 mil pessoas estão envolvidas com o setor.

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Os vinhos utilizados na prova mostraram a pluralidade e versatilidade da vitivinicultura nacional: o espumante, que em sua categoria detém a preferência de consumo no mercado interno e é cartão de visitas internacional da produção brasileira; o tinto da variedade Merlot, considerada emblemática e uma das com a melhor adaptação ao terroir do país; e o Moscatel, outro produto de excelência e de crescente aceitação entre os consumidores dentro e fora do Brasil.

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“Fazia cinco anos que não vinha para cá. Estou impressionada com a qualidade dos vinhos e da gastronomia. A cultura do vinho é muito pronunciada em toda a região”, revelou entre os intervalos das gravações a apresentadora do MasterChef Brasil, Ana Paula Padrão.

Para retratar a vitivinicultura nacional aos telespectadores do talent show, Ana Paula entrevistou o sommelier Maurício Roloff e os enólogos André Peres Jr, Eduardo Valduga e Franco Perini. O quarteto também foi incumbido de apresentar aos 20 competidores os rótulos da prova e dar dicas de como harmonizá-los com ingredientes da gastronomia típica da região. “A pessoa que tomou o vinho brasileiro há 10 ou 30 anos guarda na memória que o vinho brasileiro não era tudo isso, que talvez valesse a pena comprar vinhos importados. Hoje o vinho brasileiro é moderno, é fácil de beber, é fácil de combinar, tem muita diversidade”, disse em rede nacional o sommelier Maurício Roloff, que representou o Ibravin na ocasião.

download (1)     Para o gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini, o respaldo conquistado é reflexo de investimentos e aprimoramento do setor, além de reconhecimentos nacionais e internacionais conquistados ano após ano. Só na última década foram mais de 2,5 mil condecorações em concursos no Exterior.  “A repercussão do programa está sendo muito positiva, destacando e valorizando para todo o país a qualidade dos nossos produtos. A prova utilizou insumos locais e descomplicou a harmonização dos vinhos e espumantes, aproximando-os do consumidor, além de reforçar o enoturismo e a gastronomia da região”, avalia Bertolini.

Além do episódio gravado no interior do Rio Grande do Sul, os vinhos estarão presentes em toda quarta temporada de MasterChef Brasil. Uma adega instalada junto ao mercado utilizado nas provas pelos competidores, oferecerá diferentes variedades de rótulos para aproveitamento nas receitas.

Chefs-jurados elogiam a vitivinicultura brasileira

Durante a passagem pelo Rio Grande do Sul, os jurados do MasterChef Brasil, os chefs Henrique Fogaça, Paola Carosella e Érick Jacquin, fizeram postagens em suas redes sociais declarando estarem surpreendidos positivamente com a experiência vivida no principal polo vitivinícola do país. Além disso, todos informaram o interesse em aprofundar conhecimentos em relação ao vinho brasileiro e em retornar à Serra Gaúcha em breve.
Confira algumas impressões da tríade estrelada sobre a enogastronomia regional reveladas durante os intervalos das gravações do episódio que foi ao ar ontem (4).

ÉRICK JACQUIN
Ibravin: Sei que foi pouco o tempo que passou na região, mas qual a sua opinião sobre a produção de vinho e a gastronomia?
Jacquin:
Pelo pouco que vi, é engraçado, mas não me senti no Brasil. Isso é um elogio. A gente se sente seguro, me senti tão bem aqui.  As casas todas abertas iguais na Europa, sem serem fechadas, sem guardas. Me senti um pouquinho como no interior da França, onde eu nasci. Tirando a vegetação, aqui parece a minha terra. Eu nasci no Vale do Loire, e poderia ser lá. Então, é maravilhoso, as pessoas são educadas, chiques, gostam dessa cultura da gastronomia, o mundo do vinho. É maravilhoso.

Ibravin: E o que achou dos vinhos que você conheceu aqui da região?
Jacquin:
Eu experimentei um Chardonnay que era extraordinário. Eu experimentei muita coisa boa, acho que evolução dos vinhos no Brasil é muito grande. Ela acompanha o que tem em nível mundial. Porque não pense que a França fazia só vinho bom 30, 40 anos atrás. Tinha muita porcaria lá também e ainda tem. Mas a evolução do vinho aqui é muito grande. Ele é mais moderno, é mais fácil de beber, ele é bem apresentado, é bem feito e tem um trabalho extraordinário. A gente se sente bem num lugar realmente profissional, foi um prazer.


PAOLA CAROSELLA
Ibravin: Como foi sua experiência na principal região produtora de vinhos do Brasil, a Serra Gaúcha?
Paola:
Bom, eu adoro regiões vinícolas, sou uma fã, conheço várias em Mendonça e na Europa. Me impressionei muito. Já tinha ido para Porto Alegre, mas nunca para cá. Fico triste de não ter mais tempo, mas estou planejando uma viagem para passar pelo menos mais alguns dias conhecendo, fazendo fotos, investigando os produtos da região. Isso está na minha agenda para ser feito o mais rápido possível.

Ibravin: E os vinhos brasileiros, você já conhecia?
Paola:
Eu conheço, eu sou uma apaixonada por vinhos orgânicos, por vinho laranja e biodinâmicos e estão sendo feitos muitos. Acho que eles fazem um trabalho sensacional e deveriam ser reconhecidos e ter o mesmo suporte das demais.

Ibravin: E a gastronomia da região. Você é descendente de italianos e a região tem uma influência forte aqui também. Pelo pouco que você conheceu, qual a sua opinião?
Paola:
Se parece muito com a Argentina, estamos muito perto. Então, essa coisa da massa, do queijo, da macarronada, do churrasco, das carnes grelhadas. Está super bonito porque as árvores estão cheias de pêssego, de maçã, de caqui. Eu seria muito feliz de cozinhar aqui, acho que têm ingredientes maravilhosos para fazer umas comidas incríveis.

HENRIQUE FOGAÇA
Ibravin: Qual a impressão que você teve da região?
Fogaça:
É uma região muito bonita, com as vinícolas, é uma experiência única. O povo daqui é muito acolhedor, a comida gostosa. Então, só tenho boas lembranças.

Ibravin: E da produção de vinhos, qual a sua avaliação?
Fogaça:
Acho que os vinhos são muito bem feitos, gostosos, acho que tem tudo para ser, ou melhor, já é uma potência aqui no Brasil, e cada vez deve expandir mais.

Ibravin: Já tinha tido alguma experiência com vinho brasileiro antes?
Fogaça:
Sim, mas muito pouco. Mas cada vez mais vou me aprofundando e conhecendo mais.

FOTOS
1. Legenda:
Jurados do MasterChef Brasil, Henrique Fogaça, Paola Carosella e Érick Jacquin, receberam de dirigentes do Ibravin saca-rolhas assinado pelos designers irmãos Campagna. Crédito: Camila Ruzzarin/Ibravin
2. Legenda: Equipe vermelha harmonizou melhor e venceu a primeira prova coletiva fora do estúdio em São Paulo. Crédito: Carlos Reinis/Band

 

Simpósio Internacional Vinho e Saúde contará com a presença de especialistas do Brasil e Exterior

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Prevenção de doenças cardiovasculares, redução da pressão arterial, diminuição do risco de aparecimento de enfermidades neurológicas, prevenção de envelhecimento precoce e auxílio na redução de peso são apenas alguns dos inúmeros benefícios que a uva e seus derivados podem proporcionar a saúde. Pesquisas relacionadas ao tema, encabeçadas por grandes especialistas do Brasil e do Exterior, serão apresentadas entre os dias 1º e 3 de junho, durante III Simpósio Internacional Vinho e Saúde, que ocorrerá na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves (RS).

2d7e9837264280b04de7d2333e639769_M.jpgAlém da exposição de trabalhos, estão confirmados 10 palestrantes brasileiros e seis internacionais. Entre os nomes estão os do presidente de honra do evento, o médico cardiologista e professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), Protásio Lemos da Luz, do Instituto do Coração (InCor), e da professora doutora Rosa María Lamuela Raventós, pesquisadora do Departamento de Ciência da Nutrição e da Alimentação da Universidade de Barcelona.

A dupla participará da conferência de abertura coordenada pela biomédica, mestre e doutora em Biotecnologia e pós-doutora pela Georgetown University Medical Center, Caroline Dani. Luz discorrerá sobre o tema “A História do Vinho e Saúde”, abrangendo os benefícios do consumo de vinho ao coração, enquanto Rosa abordará os estudos do Predimed Trial, enfatizando as vantagens da dieta mediterrânea para a saúde. Os especialistas também participarão de mesas redondas relacionadas aos assuntos.

“Vejo grande importância no evento por três aspectos. Primeiro, a indústria nacional mostrará sua capacidade. Segundo, o comercial: há interesse crescente no mercado brasileiro. Terceiro, o vinho é parte da alimentação, e alimentação saudável é essencial na promoção da saúde populacional. Novas pesquisas são naturais, e acompanham o desenvolvimento do conhecimento científico, além disso, os consumidores também se interessam, tanto pela qualidade dos produtos, como pelo potencial efeito benéfico deles”, avalia o presidente de honra III Simpósio.

Interessados em participar devem se inscrever no site www.simposiovinhoesaude.com.br. O segundo lote de matrículas segue até 20 de maio. Os valores variam de R$ 100 a R$ 250. Após esta data, até a realização do evento, as inscrições passam a custar de R$ 130 a R$ 300. Grupos a partir de 10 pessoas têm 20% de desconto. Para a obtenção do desconto, o grupo deverá enviar a listagem dos inscritos para o  e-mail info@simposiovinhoesaude.com.br.

Além de profissionais das áreas da saúde e educação, a iniciativa tem como públicos-alvo enólogos, agrônomos e demais pessoas ligadas à vitivinicultura, formadores de opinião, imprensa e outros profissionais com afinidade ao tema.

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Diego Bertolini, gerente de Promoção da Ibravin

 “Uma das estratégias de comunicação setoriais do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) é cada vez mais incentivar pesquisas sobre os benefícios do vinho e do suco à saúde, com o grande objetivo de disseminar essas informações para o consumidor. O Simpósio é um pilar importante nessa estratégia. Faz com que a gente reúna os principais especialistas e pesquisadores para discutirem esses benefícios e fazerem essa troca de experiência e divulgação dos resultados, além de estimular novos mestrandos e doutorandos a desenvolverem projetos relacionados ao tema”, acredita Diego Bertolini, gerente de Promoção do Ibravin.

O III Simpósio Internacional Vinho e Saúde é uma realização do Ibravin com apoio da Associação Brasileira de Enologia (ABE), da Embrapa Uva e Vinho, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) – fundação do Ministério da Educação (MEC) – e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).

Pesquisas inéditas serão premiadas
A programação do Simpósio Internacional Vinho e Saúde contará ainda com um espaço para pesquisas inéditas, cuja apresentação poderá ser feita de forma oral ou por meio de pôster. As selecionadas serão publicadas em revista científica e as melhores nas modalidades serão premiadas. As inscrições para a submissão de trabalhos seguem até 20 de abril, pelo site www.simposiovinhoesaude.com.br.

PROGRAME-SE
III Simpósio Internacional Vinho e Saúde – Os Benefícios da Uva e Seus Derivados
Quando: 1° a 3 de junho de 2017
Onde: Fundação Casa das Artes (Rua Henry Hugo Dreher, 127 – bairro Planalto), em Bento Gonçalves (RS)
Palestrantes confirmados:
Alexandre Sérgio Silva (UFPB)
Andressa Bernardi (Fiocruz)
Carlos Paviani (Ibravin)
Caroline Dani (IPA)
César Fraga (UC Davis – Estados Unidos)
Daniel Araki Ribeiro (UNIFESP)
Katya Rigatto (UFGRS)
Marilde Terezinha Bordignon (UFSC)
Mauro Celso Zanus (Embrapa Uva e Vinho)
Mirian Salvador (UCS)
Patrizia Orteiza (UC  Davis – Estados Unidos)
Philippe Jandet (University of Reims – França)
Protásio Lemos da Luz (InCor)
Raul Zamora Ros (Universidade de Barcelona – Espanha)
Rosa María Lamuela Raventós (Universidade de Barcelona – Espanha)
Vitor Manfroi (UFRGS)
Inscrições: www.simposiovinhoesaude.com.br.

Grupos a partir de 10 pessoas devem se
inscrever por meio do e-mail info@simposiovinhoesaude.com.br

 

Safra de uva entrou na fase final no Rio Grande do Sul

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Vindima 2017 deve contabilizar 700 mil toneladas, ajudando a recuperar quebra registrada o ano passado

No Rio Grande do Sul, as últimas uvas da safra 2017 devem ser colhidas no início de abril, nas regiões mais altas do Estado. Mas, para a grande maioria dos viticultores, a vindima já está praticamente encerrada. Segundo estimativa da Comissão Interestadual da Uva, aproximadamente 90% do volume produzido para processamento já ingressou nas vinícolas. E, de acordo com projeções feitas pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a safra gaúcha deve contabilizar aproximadamente 700 mil toneladas. O total superou a estimativa inicial do setor, de 600 mil toneladas, e representa um aumento de 133% sobre a vindima de 2016.

No ano passado, o Rio Grande do Sul registrou uma quebra histórica, de 57% no volume colhido. O montante atual se aproxima do desempenho de 2015, quando não houve registro de interferências climáticas desfavoráveis. A maior safra registrada no Estado foi a de 2011, com 709,6 mil toneladas (veja quadro abaixo). “O ciclo vegetativo registrado até dezembro foi excelente. A floração, brotação das gemas, formação dos cachos foram muito bons, assim como a sanidade das uvas”, analisa João Carlos Taffarel, pesquisador da Embrapa, presidente da Associação Farroupilhense de Vinhos (Afavin) e membro do Conselho Deliberativo do Ibravin.

Apesar do bom desempenho na fase inicial, em termos de qualidade, a safra deve ficar dentro da normalidade. Mesmo com temperaturas mais altas registradas no período de maturação e colheita, as chuvas registradas a partir da metade de dezembro diminuíram a irradiação solar, o que não favoreceu a tomada de grau dos frutos. “O resultado não está igual em todas as regiões, porém, as variedades mais precoces e, principalmente, as tardias das regiões mais altas, estão excepcionais. E, de uma forma geral, quem fez um bom manejo dos parreirais, teve boa uva”, observa Moacir Mazzarolo, representante da Comissão Interestadual da Uva no Conselho Deliberativo do Ibravin. Entre as uvas colhidas no período citado por Mazzarolo estão as utilizadas como base para espumante, como a Chardonnay e a Pinot Noir, e as tintas como Tannat, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.

O diretor executivo da Federação das Cooperativas Vinícolas do Estado do Rio Grande do Sul (Fecovinho), Helio Marchioro, também menciona que a recuperação de volume da safra atual ajudou tanto os produtores de uva como os de vinho. “O preço mínimo subiu, não sobrou uva nos vinhedos e as vinícolas equilibraram os estoques de passagem”, observa o executivo.

Os números das últimas safras*                  

Ano Volume (milhões de quilos)
2011 709,6
2012 696,9
2013 611,3
2014 606,1
2015 702,9
2016 300,3

 *Uvas para processamento de vinhos, espumantes e derivados. Dados referentes ao estado do
Rio Grande do Sul, provenientes do Cadastro Vitícola, mantido por meio de parceria
Ibravin e Embrapa Uva e Vinho, com recurso do Fundovitis.

Edição: Su Maestri

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Legenda:
Últimas uvas da colheita gaúcha devem ser colhidas no início de abril
Crédito: Silvia Tonon

Vinho brasileiro será tema da primeira prova fora do estúdio de MasterChef

Ana Paula Padrão, Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin - Crédito Carlos Reinis, Band (1).jpg

Episódio gravado em municípios da Serra Gaúcha será exibido na próxima terça-feira, 4 de abril. Três rótulos verde-amarelos representarão a diversidade da vitivinicultura nacional

 Os fãs da vitivinicultura brasileira terão motivos especiais para assistir o próximo episódio de MasterChef Brasil. Na noite de terça-feira, 4 de abril, irá ao ar a primeira prova coletiva fora do estúdio desta temporada. E o local não podia ser mais apropriado para elaboração de um menu harmonizado: os vinhedos da Serra Gaúcha, região responsável por cerca de 90% da produção nacional.

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Gravada nos municípios de Bento Gonçalves, Farroupilha e Pinto Bandeira, no interior do Rio Grande do Sul, a prova desafiará os 20 competidores a prepararem pratos típicos italianos e alemães, que deverão ser acompanhados com rótulos verde-amarelos. Três vinícolas serão as responsáveis por representar a diversidade e qualidade da vitivinicultura nacional no maior talento show da televisão brasileira: Aurora, Casa Perini e Casa Valduga.

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Nos episódios dos dias 14 e 21 de março, o programa deu os primeiros sinais de que a bebida de Baco estaria presente nesta temporada. As paisagens de vinhedos e de uma prova coletiva, junto com a narração da Ana Paula Padrão informando sobre a gravação de um episódio em uma “típica vinícola gaúcha” deram as dicas iniciais da novidade. Também, no início do mês, os jurados da atração, Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin, postaram fotos em locais da Serra Gaúcha.

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No programa de ontem (28) foi possível ter mais detalhes de como será a prova entre os times azul e o vermelho. O grupo irá preparar um almoço para 80 “exigentes” convidados. Assista a última parte do episódio na íntegra: https://youtu.be/VDB4_fLeo3Y

O MasterChef é transmitido pela Band às terças-feiras, às 22h30min, com exibição simultânea no site e no aplicativo da emissora para smartphones, sendo também reproduzido pelo Discovery Home & Health, nas sextas, às 19h20min, com reapresentação aos domingos às 21h45min.

Edição: Su Maestri

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FOTOS
Legenda:
Episódio foi gravado nos municípios de Bento Gonçalves, Farroupilha e Pinto Bandeira
Crédito:
Carlos Reinis/Band  

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