Ibravin e Embrapa apresentam dados da produção de uva no Rio Grande do Sul

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Na próxima segunda-feira, dia 24 de abril, a partir das 9h30min, a Embrapa Uva e Vinho e o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) apresentam o Cadastro Vitícola 2013-2015, no Auditório da Empresa de Pesquisa, em Bento Gonçalves (RS). A nova edição foi realizada pelas entidades promotoras, com o apoio da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi-RS) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

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O Cadastro Vitícola 2013-2015 é uma sistematização de informações dos vinhedos declaradas pelos viticultores do estado do Rio Grande do Sul. A edição apresenta, além de uma análise criteriosa sobre os dados cadastrais, mapas com a distribuição espacial dos vinhedos georreferenciados, informações históricas de dados e gráficos da viticultura gaúcha nos últimos 20 anos e os números detalhados de área das propriedades e dos vinhedos, cultivares por microrregião e por município e vinhedos por variedades.

A pesquisadora e coordenadora do Cadastro Vitícola, Loiva Maria Ribeiro de Mello, que irá fazer uma apresentação da edição no evento, antecipa que se constata uma mudança na viticultura no Estado, que está avançando para regiões mais planas, nas quais é possível a mecanização do cultivo. “A viticultura tradicional da Serra Gaúcha é essencialmente de agricultura familiar, instalada em pequenas propriedades de topografia acidentada. Agora, com o avanço do plantio na Serra do Sudeste, por exemplo, as propriedades possuem maior área de produção ”, destaca a pesquisadora.

Dirceu Scotá, enólogo Dal Pizzol, pres., maio 2013, foto Carmen Abarzua.JPG
Dirceu Scottá, presidente da Ibravin

“O cadastro é fundamental para termos uma visão macro da produção de uvas no Estado, a fim de que as estratégias e políticas setoriais sejam assertivas. Essa realidade precisa ser monitorada permanentemente”, sinaliza o presidente do Ibravin, Dirceu Scottá. O dirigente também reforça a importância de implantação dessa ferramenta em todos os estados produtores de uva.

Desde o ano 2000, a coordenação técnica do Cadastro Vitícola é realizada pela Embrapa Uva e Vinho, por delegação do Mapa. O projeto é financiado pela Embrapa e pelo Ibravin, com recursos do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis) e conta com o apoio de outras instituições e entidades (sindicatos de produtores, Emater/RS e associações de produtores). Após o evento, o cadastro e todas as suas possibilidades de buscas a partir de filtros estabelecidos estarão disponíveis para consulta, impressão ou exportação na página da Embrapa Uva e Vinho (https://www.embrapa.br/uva-e-vinho/cadastro-viticola).

SERVIÇO

O que: Lançamento Cadastro Vitícola 2013/2015

Quando: 24 de abril de 2017, 9h30min

Onde: Auditório do Centro Técnico da Embrapa Uva e Vinho (Rua Livramento, 515), em Bento Gonçalves (RS)

Edição: Su Maestri

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Legenda:
Mudanças na viticultura gaúcha, como o avanço de produção em regiões mais planas, a exemplo da Serra do Sudeste, serão apresentadas segunda-feira na Embrapa Uva e Vinho

Crédito: Silvia Tonon

 

 

Vinho brasileiro foi a grande estrela do MasterChef na primeira prova externa

Érick Jacquin, Paola Carosella e Henrique Fogaça - Crédito Camila Ruzzarin, Ibravin.JPGEpisódio gravado na Serra Gaúcha teve como mote a harmonização de pratos com três rótulos verde-amarelos. Em passagem pela região, apresentadora e chefs-jurados do talent show elogiaram a produção nacional         

Um dos programas de entretenimento mais prestigiados e com maior índice de audiência da televisão brasileira mostrou na noite de ontem (4) a qualidade e a diversidade da vitivinicultura nacional. O MasterChef Brasil exibiu, pela Band, a primeira prova coletiva fora do estúdio desta quarta temporada. E o local não poderia ser mais apropriado para elaboração de um menu harmonizado: os vinhedos da Serra Gaúcha, região responsável por cerca de 90% da produção no país. A reprise no Discovery Home & Health, com reapresentação aconteceu ontem,  domingo (9), às 21h45min.

Time vermelho - Crédito Carlos Reinis, Band.jpgCom articulação do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o episódio gravado nos dias 4, 5 e 6 de março, levou aos municípios de Bento Gonçalves, Farroupilha e Pinto Bandeira os 20 competidores, os chefs-jurados Henrique Fogaça, Paola Carosella e Érick Jacquin, a apresentadora Ana Paula Padrão, além de ex-participante, diretores e equipe técnica do talent show, que, juntos, somavam aproximadamente 80 pessoas.

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Os chefs amadores tiveram como desafio o preparo de pratos que evocassem as culinárias italiana e alemã e que deveriam ser harmonizados com três rótulos verde-amarelos. Nos cardápios elaborados pelos times azul e vermelho para 80 convidados, o espumante Brut 130, da Casa Valduga, acompanhou a entrada; o vinho tinto Reserva Merlot, da Vinícola Aurora, o prato principal; e o espumante moscatel rosé Aquarela, da Casa Perini, a sobremesa. A trinca foi responsável por representar as regiões produtoras brasileiras e as mais de mil vinícolas existentes em todo território nacional. Atualmente, no país, cerca de 100 mil pessoas estão envolvidas com o setor.

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Os vinhos utilizados na prova mostraram a pluralidade e versatilidade da vitivinicultura nacional: o espumante, que em sua categoria detém a preferência de consumo no mercado interno e é cartão de visitas internacional da produção brasileira; o tinto da variedade Merlot, considerada emblemática e uma das com a melhor adaptação ao terroir do país; e o Moscatel, outro produto de excelência e de crescente aceitação entre os consumidores dentro e fora do Brasil.

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“Fazia cinco anos que não vinha para cá. Estou impressionada com a qualidade dos vinhos e da gastronomia. A cultura do vinho é muito pronunciada em toda a região”, revelou entre os intervalos das gravações a apresentadora do MasterChef Brasil, Ana Paula Padrão.

Para retratar a vitivinicultura nacional aos telespectadores do talent show, Ana Paula entrevistou o sommelier Maurício Roloff e os enólogos André Peres Jr, Eduardo Valduga e Franco Perini. O quarteto também foi incumbido de apresentar aos 20 competidores os rótulos da prova e dar dicas de como harmonizá-los com ingredientes da gastronomia típica da região. “A pessoa que tomou o vinho brasileiro há 10 ou 30 anos guarda na memória que o vinho brasileiro não era tudo isso, que talvez valesse a pena comprar vinhos importados. Hoje o vinho brasileiro é moderno, é fácil de beber, é fácil de combinar, tem muita diversidade”, disse em rede nacional o sommelier Maurício Roloff, que representou o Ibravin na ocasião.

download (1)     Para o gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini, o respaldo conquistado é reflexo de investimentos e aprimoramento do setor, além de reconhecimentos nacionais e internacionais conquistados ano após ano. Só na última década foram mais de 2,5 mil condecorações em concursos no Exterior.  “A repercussão do programa está sendo muito positiva, destacando e valorizando para todo o país a qualidade dos nossos produtos. A prova utilizou insumos locais e descomplicou a harmonização dos vinhos e espumantes, aproximando-os do consumidor, além de reforçar o enoturismo e a gastronomia da região”, avalia Bertolini.

Além do episódio gravado no interior do Rio Grande do Sul, os vinhos estarão presentes em toda quarta temporada de MasterChef Brasil. Uma adega instalada junto ao mercado utilizado nas provas pelos competidores, oferecerá diferentes variedades de rótulos para aproveitamento nas receitas.

Chefs-jurados elogiam a vitivinicultura brasileira

Durante a passagem pelo Rio Grande do Sul, os jurados do MasterChef Brasil, os chefs Henrique Fogaça, Paola Carosella e Érick Jacquin, fizeram postagens em suas redes sociais declarando estarem surpreendidos positivamente com a experiência vivida no principal polo vitivinícola do país. Além disso, todos informaram o interesse em aprofundar conhecimentos em relação ao vinho brasileiro e em retornar à Serra Gaúcha em breve.
Confira algumas impressões da tríade estrelada sobre a enogastronomia regional reveladas durante os intervalos das gravações do episódio que foi ao ar ontem (4).

ÉRICK JACQUIN
Ibravin: Sei que foi pouco o tempo que passou na região, mas qual a sua opinião sobre a produção de vinho e a gastronomia?
Jacquin:
Pelo pouco que vi, é engraçado, mas não me senti no Brasil. Isso é um elogio. A gente se sente seguro, me senti tão bem aqui.  As casas todas abertas iguais na Europa, sem serem fechadas, sem guardas. Me senti um pouquinho como no interior da França, onde eu nasci. Tirando a vegetação, aqui parece a minha terra. Eu nasci no Vale do Loire, e poderia ser lá. Então, é maravilhoso, as pessoas são educadas, chiques, gostam dessa cultura da gastronomia, o mundo do vinho. É maravilhoso.

Ibravin: E o que achou dos vinhos que você conheceu aqui da região?
Jacquin:
Eu experimentei um Chardonnay que era extraordinário. Eu experimentei muita coisa boa, acho que evolução dos vinhos no Brasil é muito grande. Ela acompanha o que tem em nível mundial. Porque não pense que a França fazia só vinho bom 30, 40 anos atrás. Tinha muita porcaria lá também e ainda tem. Mas a evolução do vinho aqui é muito grande. Ele é mais moderno, é mais fácil de beber, ele é bem apresentado, é bem feito e tem um trabalho extraordinário. A gente se sente bem num lugar realmente profissional, foi um prazer.


PAOLA CAROSELLA
Ibravin: Como foi sua experiência na principal região produtora de vinhos do Brasil, a Serra Gaúcha?
Paola:
Bom, eu adoro regiões vinícolas, sou uma fã, conheço várias em Mendonça e na Europa. Me impressionei muito. Já tinha ido para Porto Alegre, mas nunca para cá. Fico triste de não ter mais tempo, mas estou planejando uma viagem para passar pelo menos mais alguns dias conhecendo, fazendo fotos, investigando os produtos da região. Isso está na minha agenda para ser feito o mais rápido possível.

Ibravin: E os vinhos brasileiros, você já conhecia?
Paola:
Eu conheço, eu sou uma apaixonada por vinhos orgânicos, por vinho laranja e biodinâmicos e estão sendo feitos muitos. Acho que eles fazem um trabalho sensacional e deveriam ser reconhecidos e ter o mesmo suporte das demais.

Ibravin: E a gastronomia da região. Você é descendente de italianos e a região tem uma influência forte aqui também. Pelo pouco que você conheceu, qual a sua opinião?
Paola:
Se parece muito com a Argentina, estamos muito perto. Então, essa coisa da massa, do queijo, da macarronada, do churrasco, das carnes grelhadas. Está super bonito porque as árvores estão cheias de pêssego, de maçã, de caqui. Eu seria muito feliz de cozinhar aqui, acho que têm ingredientes maravilhosos para fazer umas comidas incríveis.

HENRIQUE FOGAÇA
Ibravin: Qual a impressão que você teve da região?
Fogaça:
É uma região muito bonita, com as vinícolas, é uma experiência única. O povo daqui é muito acolhedor, a comida gostosa. Então, só tenho boas lembranças.

Ibravin: E da produção de vinhos, qual a sua avaliação?
Fogaça:
Acho que os vinhos são muito bem feitos, gostosos, acho que tem tudo para ser, ou melhor, já é uma potência aqui no Brasil, e cada vez deve expandir mais.

Ibravin: Já tinha tido alguma experiência com vinho brasileiro antes?
Fogaça:
Sim, mas muito pouco. Mas cada vez mais vou me aprofundando e conhecendo mais.

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Jurados do MasterChef Brasil, Henrique Fogaça, Paola Carosella e Érick Jacquin, receberam de dirigentes do Ibravin saca-rolhas assinado pelos designers irmãos Campagna. Crédito: Camila Ruzzarin/Ibravin
2. Legenda: Equipe vermelha harmonizou melhor e venceu a primeira prova coletiva fora do estúdio em São Paulo. Crédito: Carlos Reinis/Band

 

Simpósio Internacional Vinho e Saúde contará com a presença de especialistas do Brasil e Exterior

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Prevenção de doenças cardiovasculares, redução da pressão arterial, diminuição do risco de aparecimento de enfermidades neurológicas, prevenção de envelhecimento precoce e auxílio na redução de peso são apenas alguns dos inúmeros benefícios que a uva e seus derivados podem proporcionar a saúde. Pesquisas relacionadas ao tema, encabeçadas por grandes especialistas do Brasil e do Exterior, serão apresentadas entre os dias 1º e 3 de junho, durante III Simpósio Internacional Vinho e Saúde, que ocorrerá na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves (RS).

2d7e9837264280b04de7d2333e639769_M.jpgAlém da exposição de trabalhos, estão confirmados 10 palestrantes brasileiros e seis internacionais. Entre os nomes estão os do presidente de honra do evento, o médico cardiologista e professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), Protásio Lemos da Luz, do Instituto do Coração (InCor), e da professora doutora Rosa María Lamuela Raventós, pesquisadora do Departamento de Ciência da Nutrição e da Alimentação da Universidade de Barcelona.

A dupla participará da conferência de abertura coordenada pela biomédica, mestre e doutora em Biotecnologia e pós-doutora pela Georgetown University Medical Center, Caroline Dani. Luz discorrerá sobre o tema “A História do Vinho e Saúde”, abrangendo os benefícios do consumo de vinho ao coração, enquanto Rosa abordará os estudos do Predimed Trial, enfatizando as vantagens da dieta mediterrânea para a saúde. Os especialistas também participarão de mesas redondas relacionadas aos assuntos.

“Vejo grande importância no evento por três aspectos. Primeiro, a indústria nacional mostrará sua capacidade. Segundo, o comercial: há interesse crescente no mercado brasileiro. Terceiro, o vinho é parte da alimentação, e alimentação saudável é essencial na promoção da saúde populacional. Novas pesquisas são naturais, e acompanham o desenvolvimento do conhecimento científico, além disso, os consumidores também se interessam, tanto pela qualidade dos produtos, como pelo potencial efeito benéfico deles”, avalia o presidente de honra III Simpósio.

Interessados em participar devem se inscrever no site www.simposiovinhoesaude.com.br. O segundo lote de matrículas segue até 20 de maio. Os valores variam de R$ 100 a R$ 250. Após esta data, até a realização do evento, as inscrições passam a custar de R$ 130 a R$ 300. Grupos a partir de 10 pessoas têm 20% de desconto. Para a obtenção do desconto, o grupo deverá enviar a listagem dos inscritos para o  e-mail info@simposiovinhoesaude.com.br.

Além de profissionais das áreas da saúde e educação, a iniciativa tem como públicos-alvo enólogos, agrônomos e demais pessoas ligadas à vitivinicultura, formadores de opinião, imprensa e outros profissionais com afinidade ao tema.

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Diego Bertolini, gerente de Promoção da Ibravin

 “Uma das estratégias de comunicação setoriais do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) é cada vez mais incentivar pesquisas sobre os benefícios do vinho e do suco à saúde, com o grande objetivo de disseminar essas informações para o consumidor. O Simpósio é um pilar importante nessa estratégia. Faz com que a gente reúna os principais especialistas e pesquisadores para discutirem esses benefícios e fazerem essa troca de experiência e divulgação dos resultados, além de estimular novos mestrandos e doutorandos a desenvolverem projetos relacionados ao tema”, acredita Diego Bertolini, gerente de Promoção do Ibravin.

O III Simpósio Internacional Vinho e Saúde é uma realização do Ibravin com apoio da Associação Brasileira de Enologia (ABE), da Embrapa Uva e Vinho, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) – fundação do Ministério da Educação (MEC) – e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).

Pesquisas inéditas serão premiadas
A programação do Simpósio Internacional Vinho e Saúde contará ainda com um espaço para pesquisas inéditas, cuja apresentação poderá ser feita de forma oral ou por meio de pôster. As selecionadas serão publicadas em revista científica e as melhores nas modalidades serão premiadas. As inscrições para a submissão de trabalhos seguem até 20 de abril, pelo site www.simposiovinhoesaude.com.br.

PROGRAME-SE
III Simpósio Internacional Vinho e Saúde – Os Benefícios da Uva e Seus Derivados
Quando: 1° a 3 de junho de 2017
Onde: Fundação Casa das Artes (Rua Henry Hugo Dreher, 127 – bairro Planalto), em Bento Gonçalves (RS)
Palestrantes confirmados:
Alexandre Sérgio Silva (UFPB)
Andressa Bernardi (Fiocruz)
Carlos Paviani (Ibravin)
Caroline Dani (IPA)
César Fraga (UC Davis – Estados Unidos)
Daniel Araki Ribeiro (UNIFESP)
Katya Rigatto (UFGRS)
Marilde Terezinha Bordignon (UFSC)
Mauro Celso Zanus (Embrapa Uva e Vinho)
Mirian Salvador (UCS)
Patrizia Orteiza (UC  Davis – Estados Unidos)
Philippe Jandet (University of Reims – França)
Protásio Lemos da Luz (InCor)
Raul Zamora Ros (Universidade de Barcelona – Espanha)
Rosa María Lamuela Raventós (Universidade de Barcelona – Espanha)
Vitor Manfroi (UFRGS)
Inscrições: www.simposiovinhoesaude.com.br.

Grupos a partir de 10 pessoas devem se
inscrever por meio do e-mail info@simposiovinhoesaude.com.br

 

Safra de uva entrou na fase final no Rio Grande do Sul

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Vindima 2017 deve contabilizar 700 mil toneladas, ajudando a recuperar quebra registrada o ano passado

No Rio Grande do Sul, as últimas uvas da safra 2017 devem ser colhidas no início de abril, nas regiões mais altas do Estado. Mas, para a grande maioria dos viticultores, a vindima já está praticamente encerrada. Segundo estimativa da Comissão Interestadual da Uva, aproximadamente 90% do volume produzido para processamento já ingressou nas vinícolas. E, de acordo com projeções feitas pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a safra gaúcha deve contabilizar aproximadamente 700 mil toneladas. O total superou a estimativa inicial do setor, de 600 mil toneladas, e representa um aumento de 133% sobre a vindima de 2016.

No ano passado, o Rio Grande do Sul registrou uma quebra histórica, de 57% no volume colhido. O montante atual se aproxima do desempenho de 2015, quando não houve registro de interferências climáticas desfavoráveis. A maior safra registrada no Estado foi a de 2011, com 709,6 mil toneladas (veja quadro abaixo). “O ciclo vegetativo registrado até dezembro foi excelente. A floração, brotação das gemas, formação dos cachos foram muito bons, assim como a sanidade das uvas”, analisa João Carlos Taffarel, pesquisador da Embrapa, presidente da Associação Farroupilhense de Vinhos (Afavin) e membro do Conselho Deliberativo do Ibravin.

Apesar do bom desempenho na fase inicial, em termos de qualidade, a safra deve ficar dentro da normalidade. Mesmo com temperaturas mais altas registradas no período de maturação e colheita, as chuvas registradas a partir da metade de dezembro diminuíram a irradiação solar, o que não favoreceu a tomada de grau dos frutos. “O resultado não está igual em todas as regiões, porém, as variedades mais precoces e, principalmente, as tardias das regiões mais altas, estão excepcionais. E, de uma forma geral, quem fez um bom manejo dos parreirais, teve boa uva”, observa Moacir Mazzarolo, representante da Comissão Interestadual da Uva no Conselho Deliberativo do Ibravin. Entre as uvas colhidas no período citado por Mazzarolo estão as utilizadas como base para espumante, como a Chardonnay e a Pinot Noir, e as tintas como Tannat, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.

O diretor executivo da Federação das Cooperativas Vinícolas do Estado do Rio Grande do Sul (Fecovinho), Helio Marchioro, também menciona que a recuperação de volume da safra atual ajudou tanto os produtores de uva como os de vinho. “O preço mínimo subiu, não sobrou uva nos vinhedos e as vinícolas equilibraram os estoques de passagem”, observa o executivo.

Os números das últimas safras*                  

Ano Volume (milhões de quilos)
2011 709,6
2012 696,9
2013 611,3
2014 606,1
2015 702,9
2016 300,3

 *Uvas para processamento de vinhos, espumantes e derivados. Dados referentes ao estado do
Rio Grande do Sul, provenientes do Cadastro Vitícola, mantido por meio de parceria
Ibravin e Embrapa Uva e Vinho, com recurso do Fundovitis.

Edição: Su Maestri

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Legenda:
Últimas uvas da colheita gaúcha devem ser colhidas no início de abril
Crédito: Silvia Tonon

Vinho brasileiro será tema da primeira prova fora do estúdio de MasterChef

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Episódio gravado em municípios da Serra Gaúcha será exibido na próxima terça-feira, 4 de abril. Três rótulos verde-amarelos representarão a diversidade da vitivinicultura nacional

 Os fãs da vitivinicultura brasileira terão motivos especiais para assistir o próximo episódio de MasterChef Brasil. Na noite de terça-feira, 4 de abril, irá ao ar a primeira prova coletiva fora do estúdio desta temporada. E o local não podia ser mais apropriado para elaboração de um menu harmonizado: os vinhedos da Serra Gaúcha, região responsável por cerca de 90% da produção nacional.

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Gravada nos municípios de Bento Gonçalves, Farroupilha e Pinto Bandeira, no interior do Rio Grande do Sul, a prova desafiará os 20 competidores a prepararem pratos típicos italianos e alemães, que deverão ser acompanhados com rótulos verde-amarelos. Três vinícolas serão as responsáveis por representar a diversidade e qualidade da vitivinicultura nacional no maior talento show da televisão brasileira: Aurora, Casa Perini e Casa Valduga.

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Nos episódios dos dias 14 e 21 de março, o programa deu os primeiros sinais de que a bebida de Baco estaria presente nesta temporada. As paisagens de vinhedos e de uma prova coletiva, junto com a narração da Ana Paula Padrão informando sobre a gravação de um episódio em uma “típica vinícola gaúcha” deram as dicas iniciais da novidade. Também, no início do mês, os jurados da atração, Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin, postaram fotos em locais da Serra Gaúcha.

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No programa de ontem (28) foi possível ter mais detalhes de como será a prova entre os times azul e o vermelho. O grupo irá preparar um almoço para 80 “exigentes” convidados. Assista a última parte do episódio na íntegra: https://youtu.be/VDB4_fLeo3Y

O MasterChef é transmitido pela Band às terças-feiras, às 22h30min, com exibição simultânea no site e no aplicativo da emissora para smartphones, sendo também reproduzido pelo Discovery Home & Health, nas sextas, às 19h20min, com reapresentação aos domingos às 21h45min.

Edição: Su Maestri

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Episódio foi gravado nos municípios de Bento Gonçalves, Farroupilha e Pinto Bandeira
Crédito:
Carlos Reinis/Band  

Vinícolas brasileiras superam expectativas e fecham negócios na ordem de US$ 1,5 milhão na ProWein, Alemanha

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Durante a feira, estande do Wines of Brasil foi visitado por importadores e experts internacionais e a produção vitivinícola nacional ganhou destaque em publicações especializadas europeias 

 A projeção das 10 vinícolas brasileiras que participaram da ProWein – a maior feira de vinhos do mundo – foi superada em quase 60% e deve atingir US$ 1,5 milhão em vendas para o Exterior. O montante será atingido nos próximos 12 meses e foi resultado de mais de 250 contatos comerciais feitos em três dias de realização do evento. Entre os países com maior interesse pelos vinhos brasileiros estão importantes mercados para a bebida no mundo, como Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e China, e também países com procura mais recente pelo produto nacional, como Canadá e Peru.  

 As vinícolas que representaram o Brasil em sua 13ª participação na exposição encerrada nesta terça-feira (21), em Düsseldorf, na Alemanha, foram a Aurora, Basso, Casa Perini, Casa Valduga, Don Guerino, Lidio Carraro, Miolo, Peterlongo, Pizzato e Salton. A ação é do projeto setorial Wines of Brasil, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), por meio do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura do RS (Fundovitis), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).  

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 Como de costume, a mesa coletiva que apresentou alguns rótulos campeões de concursos internacionais esteve entre as atrações principais do estande. O destaque da Get to know our Champions (em tradução livre, Conheça nossos Campeões) foram os espumantes, com 12 dos 17 produtos apresentados. 

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Diego Bertolini – Ibravin

“O Brasil, hoje, é reconhecido pelo trade especializado como um importante país produtor de vinhos do Novo Mundo. Além disso, somos reconhecidos internacionalmente como um produtor de espumantes de excelente qualidade. Outro destaque é a consolidação e a ampliação dos canais de distribuição dos nossos vinhos nos principais países-alvo das exportações brasileiras”, resumiu o gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini. 

 O dirigente também relatou a presença de grandes críticos no estande brasileiro na ProWein. Entre eles, o responsável pelo lendário Julgamento de Paris e fã declarado do vinho brasileiro, Steven Spurrier, da revista britânica Decanter, e Felicity Carter, editora da alemã Meininger’s Wine Business Magazine. Ambas as publicações estão entre as principais do segmento na Europa. Durante o período da feira, a vitivinicultura brasileira também figurou na capa da revista austríaca Falstaff. A matéria especial aborda os produtores sul-americanos da bebida, com destaque para o Brasil. 

 Exportação de vinho brasileiro em alta 

Em 2016, as vinícolas brasileiras ampliaram o valor das exportações para os países europeus em 10% em relação ao ano anterior, com a comercialização de US$ 1,24 milhão. Em volume, as vendas atingiram 272,2 mil litros, alta de 7,6% sobre 2015, remetidos para 11 países. No total, o vinho brasileiro foi comercializado para 36 países no ano passado. As vendas resultaram em US$ 5,9 milhões em 2016, o que representou um aumento de 45% em relação a 2015. Em volume o crescimento foi semelhante: 43% a mais, com a venda de 2,2 milhões de litros. Nos espumantes, o incremento foi de 20%, com a comercialização de 174 mil litros.  

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 Sobre o Wines of Brasil      

O Wines of Brasil é um projeto de promoção comercial dos vinhos, espumantes e suco de uva brasileiro no mercado externo, desenvolvido entre o Ibravin e a Apex-Brasil. O projeto conta atualmente com a participação de 32 vinícolas e tem como mercados-alvo os Estados Unidos, Reino Unido e China. Nos últimos anos, cerca de 95% das empresas que aderiram ao Wines of Brasil conseguiram dar continuidade em suas exportações, devido ao suporte e aos programas de capacitação oferecidos, entre outras ações. Mais informações podem ser obtidas nos sites www.winesofbrasil.com e www.ibravin.org.br.          

 Edição: Su Maestri

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Créditos: André Bezerra  
 

Vinícolas brasileiras projetam negócios de US$ 950 mil na ProWein, Alemanha

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Considerada a maior exposição de vinhos do mundo, a ProWein terá a presença de 10 empresas integrantes do projeto Wines of Brasil, entre os dias 19 e 21 deste mês

A participação de 10 vinícolas brasileiras na ProWein, em Duseldorf, na Alemanha, deve resultar em negócios de US$ 950 mil. A projeção é das empresas que estarão no estande J28, no hall 9, entre os dias 19 e 21, naquela que é considerada a maior feira de vinhos do mundo. A ação é do projeto setorial Wines of Brasil, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), por meio do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura do RS (Fundovitis) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

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A participação na ProWein é considerada estratégica por atrair compradores de todo o mundo, em especial os do velho continente. Em 2016, as vinícolas brasileiras ampliaram o valor das exportações para os países europeus em 10% em relação ao ano anterior, com a comercialização de US$ 1,24 milhão. Em volume, as vendas atingiram 272,2 mil litros, alta de 7,6% sobre 2015, remetidos para 11 países.

A ampliação da presença na própria Alemanha, maior importador mundial de vinhos, também está na mira das empresas participantes. O Brasil estará representado pelas vinícolas Aurora, Basso, Casa Perini, Casa Valduga, Don Guerino, Lidio Carraro, Miolo, Peterlongo, Pizzato e Salton.

downloadA edição deste ano marca a 13ª participação do vinho brasileiro na feira. Devido ao sucesso do ano passado, novamente as vinícolas estarão reunidas numa mesa coletiva, chamada Get to know our Champions (em tradução livre, Conheça nossos Campeões). No local, das 16h30min às 18h, serão elaborados drinks com os vinhos e espumantes das empresas expositoras. O objetivo é dar visibilidade aos rótulos premiados presentes na ProWein. O destaque fica por conta dos espumantes, com 12 dos 17 produtos apresentados.

Diego Bertolini, gerente de Promoção dos Mercados Interno e Externo do Ibravin, adianta que a meta da participação brasileira na ProWein é facilitar a prospecção em países importadores. O gestor acrescenta que o principal foco na feira deste ano será a promoção do espumante brasileiro, produto que tem se destacado com a conquista de mais de 1,5 mil condecorações internacionais na última década.

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“Em 2016 retomamos o crescimento nas exportações, em grande parte pela consolidação da imagem dos nossos espumantes. Para este ano está no nosso radar a ampliação de mercados e de vinícolas exportadoras”, diz.

Em 2016, as exportações brasileiras apresentaram alta de 45% em valor, totalizando US$ 5,9 milhões, e no volume, de 43%, com 2,2 milhões de litros. Nos espumantes, o crescimento foi de 20%, com a comercialização de 174 mil litros.

ProWein em números

Os números reforçam a importância da ProWein para o mercado de vinhos no mundo. Na edição deste ano serão mais de 5,1 mil expositores apenas de vinhos, de 47 países, de seis continentes. Mais de 55 mil visitantes do trade, de mais de 120 países, deverão circular pela feira. Se considerados os expositores de outras bebidas, o número chega a 6,2 mil, de 59 países.

O mercado alemão de vinhos

Em 2016 as vinícolas brasileiras venderam 18 mil litros para a Alemanha, um aumento de 8% em relação ao ano anterior. Em valor, o resultado foi mais expressivo: US$ 87 mil negociados, o que representa um incremento de 15% na comparação com 2015. Segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), em volume, a Alemanha é o maior mercado importador de vinhos do mundo, com o ingresso de 15,1 milhões de hectolitros em 2015.

Conhecido pela competitividade de preços no mercado interno, o país figura na terceira colocação em se tratando de valor importado, atrás de Estados Unidos e Reino Unido. Em 2015 foram importados US$ 2,5 bilhões em vinhos.

Sobre o Wines of Brasil    

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O Wines of Brasil é um projeto de promoção comercial dos vinhos, espumantes e suco de uva brasileiro no mercado externo. O projeto conta atualmente com a participação de 32 vinícolas e tem como mercados-alvo os Estdos Unidos, Reino Unido e China.  Nos últimos anos, cerca de 95% das empresas que aderiram ao Wines of Brasil conseguiram dar continuidade em suas exportações, devido ao suporte e aos programas de capacitação oferecidos, entre outras ações.

Mais informações podem ser obtidas nos sites www.winesofbrasil.com e www.ibravin.org.br.

Edição: Su Maestri

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Legenda:
Mais de 55 mil visitantes do trade, de mais de 120 países, deverão circular pela ProWein
Crédito: André Bezerra

Vinhos brasileiros em alta no Reino Unido

flags.gifSegundo maior importador de vinhos no mundo, país se consolida entre os principais destinos de rótulos verde-amarelos, com crescimento de 87,5% no valor exportado em 2016 na comparação com o ano anterior

No ano passado, as exportações brasileiras de vinhos para o Reino Unido aumentaram 87,55% em relação a 2015, atingindo US$ 760,4 mil, segundo dados do Sistema de Inteligência da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O resultado consolida o Reino Unido como o terceiro principal destino dos vinhos e espumantes brasileiros e o coloca em posição de destaque no calendário promocional do projeto de divulgação internacional Wines of Brasil, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em parceria com a Apex-Brasil.

Na próxima semana, o Wines of Brasil dá a largada nas atividades de promoção na terra da rainha. Nas próximas segunda e quarta-feira, dias 27 de fevereiro e 1º de março, em Manchester e Londres, respectivamente, 12 vinícolas irão expor seus produtos no Sitt Spring UK. Essa é a quinta participação consecutiva do Wines of Brasil na iniciativa, que consiste em eventos de degustação voltados para jornalistas e profissionais de importação do setor. A expectativa é que sejam concretizados negócios estimados em US$ 200 mil. Estarão presentes as empresas Aurora, Basso, Campos de Cima, Casa Perini, Cave Geisse, Domno, Don Guerino, Famiglia Valduga, Grupo Miolo, Pizzato, Salton e Sanjo.

“A presença no mercado britânico é estratégica, pois ele ajuda a posicionar os produtos nos demais países europeus. Ainda estamos sendo descobertos pelos consumidores, mas já temos um bom aval de especialistas. No ano passado, a revista Decanter publicou uma matéria de peso, com oito páginas, sobre os rótulos brasileiros”, pondera Diego Bertolini, gerente de Promoção dos Mercados Interno e Externo do Ibravin.

O gosto por vinhos com menor teor alcóolico e frutados, assim como a curiosidade dos consumidores britânicos, irlandeses, escoceses e galeses por rótulos novos, são alguns dos motivos apontados por importadores para explicar a aceitação dos produtos brasileiros no país. Atualmente, existem cerca de 30 milhões de consumidores regulares de vinho no Reino Unido.

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Alex Davies, comprador da inglesa Virgin Wines

“Os rótulos brasileiros são uma boa surpresa para os britânicos. A produção de vinhos é bastante séria, os níveis de álcool não são altos, e os produtos apresentam frescor e elegância”, observa Alex Davies, comprador da Virgin Wines, uma das principais lojas varejistas online da Europa.

Davies esteve na Serra Gaúcha, no início de fevereiro, entre os dias 6 e 11, a convite do Wines of Brasil, em busca de novas vinícolas para o seu portfólio. Sua principal aposta são os espumantes brasileiros, que já são reconhecidos por experts internacionais como de excelente qualidade a custo competitivo. “Há quatro anos foram comercializadas 50 mil garrafas de Prosseco (espumante) no Reino Unido e, em 2016, foram 300 mil. Há muito espaço para se trabalhar o produto brasileiro no país”, informa ele, que visitou e degustou rótulos de 11 vinícolas gaúchas.

O Wines of Brasil também firmou uma parceria com a Virgin Wines para um série de ações de promoção, ao longo do ano, na Inglaterra. Entre elas estão três eventos de degustação nas cidades de Leeds (setembro), Londres (outubro) e Norwich (novembro).

Em 2016, as exportações brasileiras apresentaram alta no valor de 45%, totalizando US$ 5,9 milhões, e no volume, de 43%, com 2,2 milhões de litros.

Curiosidades sobre o mercado inglês:    
– Atualmente, oito vinícolas brasileiras exportam para o Reino Unido;
– Em 2016, foram comercializados 173.659 mil litros de vinhos e espumantes brasileiros para o Reino Unido, 104,56% a mais do que 2015;
– O valor exportado no ano passado para o mercado britânico foi de US$ 760.455, representando um incremento de 87,5% sobre o período anterior;
– Até 2018, a projeção é de que os ingleses deverão atingir o consumo de 24,6 litros per capita;
– Existem 30 milhões de consumidores regulares de vinho no Reino Unido;
– Segundo dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o Reino Unido é o segundo mercado importador de vinhos do mundo depois da Alemanha;
– No ranking das exportações de vinhos brasileiros, o Reino Unido fica atrás do Paraguai (1.031.104 litros) e dos Estados Unidos (280.687 litros).

Sobre o Wines of Brasil:
O Wines of Brasil é um projeto de promoção comercial dos vinhos, espumantes e suco de uva brasileiro no mercado externo. O projeto conta atualmente com a participação de 32 vinícolas e tem como mercados-alvo os Estados Unidos, Reino Unido e China.
Nos últimos anos, cerca de 95% das empresas que aderiram ao Wines of Brasil conseguiram dar continuidade em suas exportações, devido ao suporte e aos programas de capacitação oferecidos, entre outras ações. Mais informações podem ser obtidas nos sites www.winesofbrasil.com ewww.ibravin.org.br.

Edição: Su Maestri

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Crédito:
Martha Caus/Ibravin
Legenda:
Em recente passagem pelo Brasil, comprador da inglesa Virgin Wines, Alex Davies, elogiou os rótulos brasileiros

Setor vitivinícola apresenta recuo de 18% nas vendas em 2016

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Vinho fino sentiu menos o impacto da crise e teve ligeira retração, de apenas 2,8%. Para contrabalançar, no ano passado, valor de exportações registrou alta de 45%

O desempenho comercial do setor vitivinícola em 2016 recuou 18% frente ao ano anterior, totalizando a venda de 343,7 milhões de litros em vinhos, sucos, espumantes, vinagres, destilados e outros derivados da uva. Os segmentos que apresentaram maior retração nas vendas foram o de vinho de mesa, com venda de 165,9 milhões de litros, e o de suco de uva natural, com 94,1 milhões de litros, ambos com queda de 20%. O vinho fino, entretanto, apresentou uma redução menos expressiva, de apenas 2,8%, mantendo as vendas em 19,2 milhões de litros.

“Já esperávamos que, com uma produção de vinhos menor, a venda seria também menor. Mas esse recuo foi agravado pela crise econômica, aumento dos impostos, do desemprego e da queda no poder aquisitivo das pessoas” analisa o diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, referindo-se à quebra de 57% registrada na safra de uva do ano passado, que diminuiu a disponibilidade dos produtos.

Contrabalançando o desempenho no mercado doméstico, o setor comemora a retomada nas vendas para o Exterior. O resultado mostra a crescente aceitação internacional dos vinhos brasileiros, principalmente em mercados considerados bastante competitivos, como Estados Unidos, Europa e Ásia. As exportações registraram alta no valor de 45%, totalizando US$ 5,9 milhões, e no volume, de 43%, com 2,2 milhões de litros, assim como no preço médio do litro exportado, que passou de US$ 2,57 para US$ 2,61. As vendas para o mercado externo são fomentadas por ações de promoção internacional desenvolvidas pelo projeto Wines of Brasil, realizado em parceria pelo Ibravin e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Para o presidente do Ibravin, Dirceu Scottá, no mercado interno, 2017 será um ano de cautela e de bastante empenho por parte dos vinicultores para tentar recuperar os patamares de comercialização registrados em 2015. “Até o momento, a safra tem se apresentado muito positiva em sanidade, volumes e em qualidade. Assim, conseguiremos equalizar estoques e teremos bons produtos para apresentar ao mercado”, observa o dirigente. “A perspectiva econômica para esse ano não é tão favorável, por isso insistiremos nos pedidos de redução da carga tributária, que nos tira a competividade e pesa significativamente na composição de custos, e nos incentivos para melhoria de produção”, complementa.

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Oscar Ló, vice-presidente do Ibravin, acredita que, com a equalização da oferta, produtos que são carros-chefes para o setor, como o suco de uva 100% e os espumantes, devem recuperar espaço. “Tivemos um recuo muito pequeno nos vinhos finos, sinal de que o consumidor de vinho brasileiro se manteve fiel ao que costuma comprar. E o suco e o espumante, devem voltar à normalidade pois vinham crescendo a índices muito positivos antes da quebra de safra”, enfatiza.

Quanto às exportações, será dada continuidade às ações do projeto Wines of Brasil, com reforço nos países considerados mercados-alvo (Estados Unidos, Reino Unido e China). A expectativa é de abertura de novos distribuidores e de iniciativas promocionais diretas em pontos de venda e em eventos voltados para o consumidor nessas praças ajudem a incrementar os resultados obtidos em 2016.

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DESEMPENHO DE VENDAS

 Comercialização de vinhos no mercado interno (em litros)

                                           2015                     2016                     2016/15

Vinhos de mesa          207.614.489               165.942.550               -20,07%

Vinhos finos                19.782.444                 19.221.812                 -2,83%

Espumantes                18.792.485                 16.850.203                 -10,34%

Total Global          419.468.889             343.715.627                  -18,06%

 

Suco de uva 100% pronto para consumo

 117.798.708               94.165.019                 -20,06%

  

Fonte: Cadastro Vinícola – Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi-RS)

IMPORTAÇÃO

Espumantes                4.107.390                   3.748.581                   -8,74%

Vinhos                         77.689.033                 88.389.641                 13,77%

Total importados   81.796.423            92.138.222            12,64%

EXPORTAÇÃO

Espumantes                145.282                      174.049                      19,8%

Vinhos                         1.446.488                   2.104.333                   45,48%

Total exportado          1.591.770                  2.278.382                  43,14%

Principais destinos de exportação dos vinhos brasileiros

 

País Valor (US$/FOB) Volume (litros) USD/LITRO
PARAGUAI 1.795.051,00 1.031.104 1,74
ESTADOS UNIDOS 830.717,00 280.687 2,96
REINO UNIDO 760.455,00 173.659 4,38
COLÔMBIA 758.787,00 304.509 2,49
CHINA 712.156,00 171.858 4,14
HOLANDA 190.203,00 42.953 4,43
JAPÃO 109.080,00 39.662 2,75
ALEMANHA 87.197,00 18.305 4,76
FINLÂNDIA 76.951,00 15.139 5,08
CANADÁ 74.917,00 14.612 5,13
Total Geral 5.935.351 2.278.382 2,61

 Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – AliceWeb

Edição: Su Maestri

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